Monitoramento regulatório
O ambiente regulatório, seja no Brasil, América Latina ou qualquer outra parte do mundo, é marcado por alto volume de informações, distribuídas entre múltiplas fontes de informação. Para equipes de assuntos regulatórios, isso significa ler diariamente centenas de documentos, sejam publicações oficiais, relatórios internos, e-mails, planilhas etc.
Nesse contexto, o profissional de assuntos regulatórios precisa identificar com alta precisão riscos e até oportunidades, cujo custo da não captura pode significar perdas na casa dos milhões de reais ou dólares, se o erro não inviabilizar uma operação completamente. Logo, conseguir identificar o que realmente importa, priorizar riscos e agir com velocidade é o objetivo central das áreas regulatórias.
Contudo, nos últimos anos, o volume de novas regulamentações cresceu significativamente. Esse aumento é impulsionado por pressões políticas, sociais e ambientais, além da maior velocidade na circulação de informações proporcionada pela internet e pela redução dos custos de produção documental com o uso de inteligências artificiais.
Apesar disso, o número de profissionais nas equipes regulatórias não acompanhou esse ritmo. Como resultado, essas áreas se tornam cada vez mais vulneráveis a erros, enquanto os profissionais enfrentam uma pressão constante que pode levar ao burnout.
A solução para o problema gerado pela tecnologia não é o aumento da mão de obra ou horas de trabalho. Precisamos colocar tecnologia para voltar a balancear este jogo novamente.
Quer saber mais? Acompanhe este nosso novo conteúdo!
1. Por que o modelo manual deixou de ser suficiente
Um bom processo de monitoramento envolve manter os seguintes processos funcionando:
- Leitura total de todos os documentos que passaram pelo filtro de relevância.
- Análise padronizada dos documentos por meio de checklist sólido feito por profissionais fluentes na estrutura de negócios da organização.
- Comunicação rápida e concisa de novas informações para todas as partes que precisam tomar conhecimento das informações.
- Composição e manutenção constante dos filtros de relevância baseados nas alterações das estruturas de publicação dos órgãos públicos e objetivos da organização.
Quando o volume de informações era menor, mais lento e as regulamentações mais simples, um time de tamanho até 20 pessoas, a depender da organização, conseguia manter um passo equilibrado.
Porém, atualmente, manter uma leitura total de todos os documentos é cada vez mais difícil. É comum encontrar times com milhares de e-mails não lidos acumulados em pouco tempo como sintoma mais explícito. E treinar novos profissionais para realizar a leitura e análise de forma padronizada pode levar meses. Logo, em cenários de alta rotatividade de profissionais, aumenta-se significativamente o risco de informações serem perdidas durante a transição.
Sumarizar informações para comunicação rápida também se tornou mais desafiador. É preciso um poder de síntese cada vez maior para o leitor identificar o que é relevante em poucos minutos e a comunicação seja efetiva.
Além disso, acompanhar as estruturas governamentais e os objetivos da organização, transformando essas informações em critérios de relevância, não é uma tarefa simples e exige fluência.
Leia também nosso artigo Monitoramento automatizado de licenças ambientais pelas instituições financeiras.
2. A automação de processos regulatórios é urgente
Em síntese, podemos dizer que o modelo manual cria 3 gargalos principais no monitoramento regulatório:
- Cada e-mail, relatório ou qualquer outro documento com leitura atrasada esconde um potencial risco que pode se transformar em dano sem possibilidade de contorno.
- Para aqueles documentos analisados, riscos passam despercebidos ou incorretamente priorizados devido a falhas nos padrões de análise, seja por inexperiência do analista ou erro humano por sobrecarga de trabalho.
- Riscos comunicados, mas de forma complexa ou extensa, aumentam a insensibilidade sobre informações dos profissionais de outras áreas perante as informações encaminhadas pelos profissionais da área regulatória, logo, riscos podem ser incorretamente avaliados ou avaliados com atraso.
A consequência prática? Time regulatório vira “apagador de incêndio” em vez de agir de forma pró-ativa, jogando o time para uma espiral negativa, onde cada incêndio, consome tempo de ação preventiva, que consequentemente gera mais incêndio futuro.
3. Como a Sigalei pode ajudar?
Mais do que nunca, é necessário que a área de controle regulatório das empresas deixe de apenas concentrar notificações e evolua para transformar a complexidade regulatória em insights acionáveis, promovendo maior rastreabilidade, comunicação integrada e governança eficiente.
Há 10 anos no mercado, a Sigalei vem desenvolvendo tecnologias avançadas para atender, de forma estruturada, a cada um dos processos mencionados.
Processo 1: Leitura total de todos os documentos que passaram pelo filtro de relevância
Sabemos que, hoje, é impossível ler todos os documentos por um ser humano. Logo, desenvolvemos agentes de inteligência artificial que fazem a primeira leitura completa de todos os documentos, separando aqueles que tocam pontos críticos para a organização que precisam de uma análise atenta.
Aqui, a depender da operação da empresa, estamos falando de uma redução de mais de 95% da carga de leitura diariamente com facilidade.
Processo 2: Análise padronizada dos documentos mediante checklist feito por profissionais fluentes na estrutura de negócios da organização
Para padronizar a análise, desenvolvemos uma tecnologia onde a inteligência artificial opera a partir de etapas rigorosamente definidas e validadas pelo time regulatório. À medida que esses critérios são atualizados com base em novas demandas ou mudanças no cenário, o processo se mantém consistente, mesmo diante de uma alta rotatividade da equipe.
Além disso, os profissionais que assumem novas funções conseguem compreender rapidamente o racional de seleção, já que o sistema explicita os critérios utilizados em cada decisão.
Processo 3: Comunicação rápida e concisa de novas informações para todas as partes que precisam tomar conhecimento das informações
A Sigalei gera relatórios altamente personalizados para diferentes perfis de leitura, mesmo ao sintetizar grandes volumes de informação. Isso é possível porque os agentes de IA são orientados a estruturar o conteúdo a partir de perspectivas específicas, traduzindo a linguagem regulatória para o contexto técnico de cada público.
Como resultado, há uma redução significativa do esforço cognitivo e, consequentemente, dos erros decorrentes de interpretações inadequadas.
Processo 4: Composição e manutenção constante dos filtros de relevância baseados nas alterações das estruturas de publicação dos órgãos públicos e objetivos da organização
A Sigalei atua como um repositório estruturado das regras de negócio, centralizando as diretrizes de monitoramento de órgãos públicos e os objetivos estratégicos da organização.
Além disso, conta com especialistas dedicados a acompanhar as mudanças na forma como os órgãos públicos estruturam e publicam seus dados e documentos, reduzindo a necessidade de o time interno monitorar continuamente essas alterações.
Vale a pena conferir também o artigo Agente de Relatórios da Sigalei: automatize análises com IA confiável.
Conclusão
É consenso que o monitoramento é peça central de um regulatório proativo. No entanto, poucas organizações conseguem manter, com consistência, todos os processos envolvidos operando em alto nível. Isso porque vivemos um momento de transição: muitas equipes ainda atuam com lógicas da era pré-internet, em pleno contexto da revolução da inteligência artificial. Essa equação já não se sustenta e seus impactos são cada vez mais evidentes.
Nesse cenário, a Sigalei se posiciona como parceira na estruturação de um novo modelo, no qual o excesso de informação dá lugar à inteligência aplicada e vantagem competitiva.
Assim, a área regulatória deixa de ser vista como centro de custo e passa a atuar como vetor de desenvolvimento de negócios. Afinal, a sustentabilidade e a lucratividade das indústrias estão diretamente ligadas à regulação, tornando a área regulatória uma das protagonistas nas decisões estratégicas das organizações.
Solicite sua demonstração baseada em um fluxo real do seu mercado e descubra como a Sigalei pode orquestrar seus processos regulatórios com segurança e rastreabilidade.