
O ambiente corporativo global está atravessando o que o relatório da McKinsey, “The State of Organizations 2026”, define como “forças tectônicas”: a infusão acelerada da IA, a fragmentação geopolítica e mudanças profundas nas expectativas da força de trabalho.
Para empresas em mercados altamente regulados, essas transformações não são apenas teóricas; elas redefinem diariamente a margem de erro na conformidade.
Nesse contexto, a gestão regulatória evolui de uma função reativa para um sistema contínuo de inteligência, no qual tecnologia, processo e tomada de decisão precisam operar de forma integrada.
Vejamos agora os principais destaques do relatório e como eles se conectam ao ambiente regulatório.
Boa leitura!
O relatório destaca que, embora 88% das organizações estejam experimentando a Inteligência Artificial, 81% ainda não relatam ganhos significativos no balanço final. A McKinsey afirma que o sucesso exige uma “dupla transformação”: tanto tecnológica quanto organizacional, repensando como o trabalho é feito em fluxos de ponta a ponta.
Esse avanço depende menos de ferramentas isoladas e mais da capacidade de estruturar toda a jornada regulatória.
Plataformas mais maduras já conseguem ir além do monitoramento, conectando coleta de dados, priorização e execução em um fluxo único, transformando informação dispersa em inteligência acionável.
A McKinsey prevê que a IA deve ser mais do que um "plug-and-play"; o futuro pertence à colaboração entre humanos e agentes de IA que atuam em fluxos verticais específicos. 55% dos líderes acreditam que construir essas capacidades trará ganhos exponenciais de produtividade.
Na prática, isso exige modelos híbridos. A combinação entre automação e validação humana estruturada se torna essencial para garantir qualidade e confiabilidade, especialmente em contextos regulatórios.
Abordagens com múltiplas camadas de triagem reduzem ruído e direcionam a atenção das equipes para o que realmente exige análise crítica.
E por falar em agentes de IA, leia nosso artigo A inteligência emergente dos agentes: como estruturar a IA de forma estratégica no regulatório.
Dois terços dos executivos consideram suas organizações excessivamente complexas e ineficientes. A McKinsey sugere que a produtividade estagnada só será superada ao mudar o foco da estrutura (organogramas) para o fluxo do trabalho, unificando processos e eliminando silos.
Esse desafio é evidente em compliance, onde ainda predominam rotinas fragmentadas entre e-mails, planilhas e documentos isolados.
A tendência é a substituição desse modelo por fluxos padronizados e rastreáveis, que conectam impacto, responsáveis, tarefas, prazos e evidências em um único ambiente, reduzindo falhas operacionais e aumentando a previsibilidade.
Confira também o artigo "Se a planilha morre, a gente morre junto”: Os perigos ocultos dos processos manuais na Indústria 4.0.
Outro dado interessante é que 72% dos líderes relatam que as incertezas geopolíticas e mudanças regulatórias têm impacto notável em suas operações. Aqui, o relatório enfatiza a necessidade de flexibilidade profunda para antecipar riscos e realocar recursos rapidamente.
Nesse cenário, a capacidade de monitoramento abrangente e contínuo ganha protagonismo.
Organizações mais preparadas já operam com cobertura ampla de fontes regulatórias e conseguem identificar mudanças com antecedência, distribuindo rapidamente os impactos e se antecipando às exigências formais.
E já que o assunto é mudança regulatória, vale a pena conferir nosso artigo Como vencer os desafios do EUDR com uso da IA.
A McKinsey ressalta que investir na saúde e bem-estar dos colaboradores é um diferencial direto de performance. E isso se torna extremamente relevante em ambientes regulatórios onde a margem de erro é mínima e qualquer falha humana pode se tornar um risco para a operação.
Isso é agravado por processos excessivamente manuais. Eles fazem com que as equipes relatem desgaste emocional após erros operacionais, muitas vezes decorrentes de falhas em controles dispersos ou tarefas repetitivas. À medida que o volume e a complexidade das exigências aumentam, cresce também a necessidade de reduzir fricções e trazer mais segurança para a rotina.
Assim, a automação de fluxos e a organização das responsabilidades ajudam a aliviar a sobrecarga emocional dos trabalhadores, tornam a rotina de trabalho mais saudável e aumentam a previsibilidade do processo.
Ao estruturar cobranças, prazos e evidências de forma integrada, soluções modernas contribuem para um ambiente confiável, onde o time pode focar menos em apagar incêndios e mais em decisões de maior valor.
Uma demanda central dos executivos hoje é a visibilidade estratégica. Segundo o relatório, dashboards e analytics deixaram de ser apenas ferramentas de apoio e passaram a ser elementos essenciais para acompanhar a evolução das transformações organizacionais em tempo real.
O desafio, especialmente em contextos regulatórios, está em transformar informações complexas e dispersas em métricas claras e acionáveis. Sem isso, responder a perguntas simples, tal como o status atual da conformidade, pode levar dias de trabalho manual e ainda carregar incertezas.
Porém, com o avanço de plataformas mais estruturadas, esse cenário começa a mudar.
A consolidação automática de dados e a tradução do universo regulatório em indicadores permitem que gestores tenham respostas imediatas, com muito mais confiabilidade. O que antes exigia esforço operacional significativo passa a acontecer em segundos, elevando o nível da tomada de decisão.
Leia também: O uso da IA em mercados altamente regulamentados.
O relatório McKinsey 2026 deixa claro: a agilidade organizacional não é mais opcional. Assim, em um ambiente regulatório cada vez mais dinâmico, o diferencial está na capacidade de transformar complexidade em fluxo, dados em decisão e obrigação em estratégia.
É nesse ponto que a Sigalei se destaca. Ao consolidar monitoramento regulatório, priorização inteligente e execução em um fluxo estruturado e auditável, a plataforma materializa na prática as transformações apontadas pela McKinsey.
Mais do que acompanhar mudanças, permite antecipar impactos, organizar respostas e conferir previsibilidade a uma área historicamente reativa, posicionando o compliance como alavanca estratégica dentro das organizações.
Quer saber mais sobre a Sigalei? Leia: Por que escolher a Sigalei? A convergência entre IA, governança e a próxima fronteira da produtividade.